Certa manhã, resolvi passear no parque, já que o dia estava lindo, todos estavam comemorando a chegada da primavera.
As crianças corriam de um lao para outro, em clima de muita festa e alegria.
Sentei-me sobre a sombra de uma árvore, e fiquei observando de longe toda aquela algazarra.
Por alguns instantes,me desliguei de toda aquela bagunça e concentrei-me na leitura.
Passo horas ali sozinha, em companhia apenas do meu livro.
Um menino , se aproxima e me pergunta o porque eu estaria ali, e me convida para brincar.
-Venha moça, jogue bola comigo.
Olho para ele,e lhes digo:
-Não quero brincar, me desculpe preciso terminar minha leitura, e logo estarei indo embora, parece que vai chover.
Ele então se afasta e sai correndo para junto das outras crianças.
Me levanto e chamo o pipoqueiro, sentia de longe o delicioso aroma daquelas pipocas.
Não demoram muito, me vi rodeada pelos pássaros que estavam famintos.
Comecei então a chama-los.
Os visitantes daquele parque, ficaram em silencio para me ouvir a falar e a brincar com eles.
Fiquei envergonhada, afinal o que aquelas pessoas, estariam pensando ao meu respeito.
Mas não me importei, e continuei a alimenta-los.
Já estava entardecendo, senti uma leve brisa fria a tocar em meu corpo.
Pensei:
-Já está na hora de ir embora, o parque já iria se fechar para que os funcionários, realizassem a limpeza.
De-repente, um rapaz se aproxima e trazia junto a ele, uma maçã do amor, no qual fizera questão em me presentear.
-Por favor moça, aceite essa maçã já que fiquei a observa-la, que passou o dia todo sem comer para alimentar os pássaros.
Estendo então minha mão, e com um sorriso o agradeci.
Começamos então a conversar.
Ele me pergunta:
-Você, nunca veio a esse parque, eu nunca a vi aqui.
-Onde você mora?
Fiquei em silencio, eu não poderia dizer já que não o conhecia.
Ele então, sorri e me diz:
-Ah! deixe isso para lá, nunca irei em sua casa mesmo.
Se despede e vai embora.
Quando chego em minha casa, noto que esquecera o meu livro no parque, como já era tarde e o parque já estaria fechado, fui tomar um banho e dormir.
Na manhã seguinte, corri para buscar meu livro,mas ele não estava mais onde eu o esquecera.
Um senhor que ali passava, me perguntou:
-Moça, o que faz aqui tão cedo? hoje o dia está muito frio , talvez não venha ninguém aqui.
-Senhor, estou a procura do meu livro, eu o esqueci debaixo dessa árvore, só que não estou encontrando.
Ele então não me diz nada e vai embora.
Quando estou saindo do parque, ouço um grito ao longe me chamar:
-Moça, moça espere, preciso lhe entregar algo.
Me viro para olhar, e vejo ao longe aquele rapaz com um largo sorriso, e junto a ele meu livro em sua mão.
Ele feliz me entrega o livro e me diz:
-Pegue é seu, não posso ficar com nada do que não me pertence.
Ele ainda me diz:
-Muito linda a história que ele conta, já o li inteiro.
Me surpreendo com sua atitude, ele poderia ter ficado com o meu livro, já que não sabia onde eu morava.
Perguntei então a ele, onde era sua casa queria lhe mandar um presente como agradecimento.
Ele então me responde:
-Moça eu não preciso de nada tudo o que eu preciso, tenho aqui já que eu moro nesse parque.
-Mas venha sempre me visitar, sua presença aqui me fará muito feliz.
-Agora eu preciso ir, meus pais estão a me chamar.
Me assustei, porque ali não tinha mais ninguém, apenas eu e aquele jovem rapaz.
Nesse momento, fomos rodeados por diversos pássaros voando em nosso redor.
E os meus olhos não acreditara no que vira.
Aquele belo rapaz que estava diante de mim, se transformara em meio daqueles pássaros,um maravilhoso pássaro azul cintilante.
Então assim voou para longe com o seu esplendor voo para o horizonte.
Uma lágrima caíra dos meus olhos, e um vento assoprou abrindo em meio ao meu livro.
Dentro dele havia um presente.
Uma linda pena azul.
Jamais esquecera desse magnitude momento em minha vida.
Aut.Vanira de Oliveira.

Lindo...
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